quinta-feira, janeiro 12, 2006

A espera...

Haverá alguém um dia que o entenda, descobrindo uma petrificada alergia ao amor e às razões para ficar?

Esperava ao pé de um fio deslaçado
embriagando ternura de uma só alma
cantando arte e ligeiros ditos
brigando um embalo de pôr ao pé…

Saí de novo já em pura exaustão, tentando por fim ceder, perder, sem corar, de tão frágil e crente. Comecei logo a correr, para ver se me afastava do que pensei. O limbo é sempre imaginado e sentido como corda fina, balançando-nos em queda eminente.
Jamais saberei o que procuro contar, fechando em calma o que em momentos gritei…

Cedo e deixo, de cada dedo permanece, uma pequenita palavra, segundos antes de imprimir, gravando o branco no seu esplendor.
Chamar-te-ei até que apareças, até amanhã…

4 comentários:

macaso disse...

Há sempre algo difícil de entender...quase impossível por doloroso ser.


Alguém, um dia, vai perceber.

Eu quase entendo...

colher de chá disse...

há qq coisa de perturbante e profundamente belo que até agora fez com q andasse às voltas deste post sem saber exactamente o que sentia ao lê-lo. Ainda não sei... mas precisava q soubesses o efeito que provocou em mim.

miak disse...

Haverá alguém tão lindo como tu, colherzinha?

colher de chá disse...

fazes-me sorrir. de um sorriso quente, aconchegante, protegido.
mas não teho dúvidas que há certamente muitas pessoas mais brilhantes que eu. Como tu meu querido. (e olha que não é uma retribuição gratuita de um elogio )
para qd uma visita no teatro? ou um chá de fim de tarde?
beijos