a mulher cresce entre as insensatezes da vida. há chão que queria pisar. há forças que fogem da mão. o hesitante equilíbrio entre correr e ficar parado. o simples parece-lhe demasiado complicado, nada corre como nos filmes. ri-se e o amargo outra vez.
retoma-se no espelho, de gestos certos mesmo que falhados e tira o dia do rosto. investiga-se para lá da moldura dos olhos e não sabe o que encontra. há vestidos pendurados na memória do querer, num quarto paralelo, entre os frascos de creme para a solidão. vêem-se nitidamente naquele lago de açúcar queimado. não são gavetas nem imagens confinadas, são espaços imensos de luz, janelas abertas e portas escancaradas, de vento contente rodopiado pelos passos de quem nunca está só. e quase ouve o tilintar de copos na sala. já vago e gasto, o som, de tanto o pensar. recua. está demasiado longe.
já não se esforça tanto, sabe. já não pede ajuda, ironiza. convive consigo e basta-lhe que não lhe baste sem chorar. está crescida, seca, a menina.
de vez em quando dá duas passas num cigarro e fica a ver os seus desenhos crescerem nas paredes. fecham-se mais, as paredes, mais preenchidas, outra vez o estranho equilíbrio. ocupa-se nesse preenchimento como se de gente se tratasse, os amigos mudos, as suas presenças no escuro morno, afinal é para isso que ocupa o espaço, para haver espaço para quem não vem. organizadinho a boa caligrafia num caderno deixado a meio pelo desalento, onde se torna com vontade a cada nova conversa.
senta-se no vazio de madeira corrida, o outro eixo partido, o elo perdido. rasga-se-lhe um pequeno sorriso de dor, na cicatriz do costume. contempla as histórias que já não são suas, pergunta-lhes se voltam. depois lembra-se que não gosta de não ter resposta e vai-se embora com um ardor no peito. já gastou as palavras.
parada dentro de si abre a mão e agarra-se. é pequena, a mão, mas é o que se arranja. há noites de quebra, há quebrantos na noite.
passa um carro e sai porta fora dos olhos a passo acelerado.
uma respiração lá ao fundo recorda-lhe que nem tudo estagna, que há algum consolo na distância.
quarta-feira, setembro 30, 2009
torre de marfim
segunda-feira, setembro 29, 2008
substantivo feminino
o meu silêncio traz sempre ecos de estilhaços pisados com a ponta dos pés. o que quebrou não se cala e o barulho é mais cáustico quando está tudo calado. chocalha sempre em mim, vívido, no leve movimento do pestanejar. tilinta a cada novo rasgão nesse pedaço agudo, nos vidros de um olhar partido em pequenos pedaços que já não encaixam, que se atropelam e vão vazando no volante. é um queixume, sim. é a dúvida de mim, do que pertenço. do meu nada. não chego. não basto. são noites vazias e custam-me as noites vazias. custam-me que não tenham de ser vazias e que ainda assim o sejam. porque não percebo esse vácuo imposto onde se estende a mão e há apenas o vago morno de algo que já não. algo, pronome indefinido tão pessoal, como a memória de um sabor particular, talvez de infância, definitivamente de inocência. que conheço mas que não tenho. há uma parte de mim assim. da qual não consigo desembaraçar-me. a que não depende de mim. essa é a parte vazia, a parte passiva, a expectante, a incómoda, a risível. que se engana todos os dias. é um nó que nada abraça. e que por isso se sufoca sozinho.
ridícula, murmuro-me. cala baixinho a fraqueza. essa, a de se assumir que não se gosta de estar só. fecha-te. fecha os olhos para que não se veja. fecha a porta e arranca.
a minha solidão é simples. é substantivo feminino. o estado de quem está só.
quinta-feira, abril 17, 2008
cântaros
há dias que se predispõem à melancolia. hoje é Abril a cântaros, melancolia em jorros de cinzento e depois o mundo a desaparecer no negrume. o rádio raspa o ar lentamente, à procura das notas no meio da chuva.
sabes aquele aperto da solidão? quando chove não consigo senão pensar que é só o corpo a querer encolher para caber naquele espaço entre as gotas. porque deve achar que ali se respira melhor. e encharca-se de suspiros, ao tentar mirrar-se.
sabes uma terapia? jazz. um pint gelado. velas. o chão quente de madeira corrida. o abraço de uma manta ou - se quiseres - de uma voz amiga. imaginar que o tiritar das gotas nas janelas são ritmos para uma música que a chuva está à espera que inventes.
quarta-feira, abril 16, 2008
terça-feira, outubro 16, 2007
desequilíbrios
De novo, tudo de novo. Ou seja, tudo uma outra vez.
Mais medo, mais muito medo. (tantos m's )
Perco o balanço, o equilíbrio é frágil e as tardes teimosas. Suo, tremo, choro um pouco. Será orgânico? Será ficção?
É tremendo - e tramado - viver num mundo em que temos de pagar para que nos ouçam. Quinta-feira, às 10h30, com desconto ADSE.
"Obrigada, bom dia e até para a semana, sim? "
segunda-feira, setembro 10, 2007
golpes
Um golpe profundo. Um golpe profundo que numa daquelas noites demasiado escuras alguém te deu. Um golpe profundo, uma pessoa, talvez uma mesa e uma cama por fazer. Um golpe profundo, duas pessoas. A golpeada e a outra, a que dá o golpe.
Um golpe cada vez mais profundo, que nunca mais sara (controverso, assim me chamo ).
Medo do escuro? Algum. Talvez muito.
Depois não digam que não avisei...
domingo, agosto 12, 2007
palavras
a solidão enche-me de palavras. deve ser isso que me desorienta os gestos. as vagas tremeluzentes que me atropelam os passos. não sei que fazer comigo nestes momentos em que me sinto trôpega e sem forças, em que parece que o meu coração se desprendeu das veias e anda à solta pelo meu corpo todo ao mesmo tempo.
apesar de ser disparate. é disparate, toda esta coisa desenfreada. nunca gostei de auto-comiseração e no entanto cá me tenho subconscientemente e descontroladamente cheia de pena de mim, de medo de mim. cheia de mim a correr-me a galope num pânico só meu que nem eu compreendo.
porque será que é a noite que mais nos assusta nestes momentos? porque será que vem a insónia e os pensamentos de céu sem estrelas? ainda o sol não se pôs e já penso no escuro que chegará. e tenho medo de ter de atravessar a noite que não acaba de olhos abertos. porque sei que isso me põe ainda mais doente.
tive uma recaída. o meu coração amachucou-se um bocadinho mais. está fechado num punho com dedos demasiado fortes para eu conseguir sequer demover uma falange. pouco falta para ser solto, de uma maneira ou de outra. mas é a espera que me adoece. enquanto aguardo, longe do abraço que ao menos me desprendia os cabelos, penso demais. não quero pensar.
já lá vai um ano desde o último medo do escuro. o escuro não voltou. mas estou na sombra.
terça-feira, agosto 22, 2006
hoje
hoje estou com medo do escuro. são 3:50 da madrugada e estou sozinha. e sei exactamente porque é que estou com medo do escuro: estou sozinha.
à minha volta todo um turbilhão de ilusões tentam enganar a minha cabeça e dizer-lhe que não tenho que ter medo do escuro. a televisão fala-me baixinho sobre indígenas de um sítio qualquer. os candeeiros estão acesos numa meia luz quente. a ventoinha ronrona, e a gata atrás de mim também. no écran do computador, desenrolam-se conversas afáveis com outros insones.
o tempo demora a passar.
[é só isso]
o tempo demora a passar.
e enquanto escorrega tão devagar
[disso não te lembras quando estás acompanhada]
vai arrastando com as suas unhas compridas pedaços do meu peito. aperta, assim, com força.
já me conheço e conheço este cenário como a palma das minhas mãos.
[frias, suadas, meio dormentes, não estão?]
sei como se processa. reconheço tudo. ainda não sei é como é que se pára isto. onde está a torneira, para se fechar? o travão, para parar?
[a pulsação está normal]
não consigo tirar os dedos da jugular.
o peso no peito, a sensação quase de levitar, de não conseguir focar o pensamento. a garganta apertada... e não me consigo distrair com nada.
só precisava de me distrair. nada serve. nada chega.
[não chegas]
sei que inevitavelmente hei-de acabar por adormecer. tento alhear-me de todos os filmes que faço com esse sono enquanto o próprio não chega. são filmes com fins ridiculamente tristes. trágicos, dramáticos.
[sempre tiveste queda para o teatro]
e sós. nesses filmes o final é sempre só. triste.
não gosto da solidão. nunca gostei. agora tenho laboratório disso. vou-me experimentando. e não me parece que esteja a passar no teste.
[entretanto respira]
não chego ao choro de outros tempos. nem aos gemidos aflitos. só este peso no peito e restantes "sintomas". não ando de um lado para o outro.
[linda menina]
eu sei que passa. que depois, eu sei, hei-de acabar por cair num sono pesado, cansado, reparador. e amanhã até tenho o que fazer e nem vou poder dormir muito... o sono não chega. nem vai chegar.
[não chegas]
domingo, abril 09, 2006
A dança...
O que nos pode fazer mudar? Uma simples dança…de outros tempos, em que o devolver do toque nos faz bem, nos apresenta ao outro corpo e reconhece um estranho bem-estar. O aperto é como me lembrava, de firmezas e gentileza envergonhada, última defesa para não exagerar.
Eram poucos minutos, mas ondularam em sintonia, o que me faz pensar…na próxima vez…
segunda-feira, março 06, 2006
quando o sol nao chega
passa dando o tempo às horas mas
a luz não me faz sombra.
permanece distante onde a sei
tira-me de mim
- és fraca demais
e perco-me do fôlego
quero encontrar-me os pedaços
nas pedras
nos carris
nas pastilhas pisadas
nas descidas e covas
nas paredes pálidas
nas figuras com cara sem rosto
nem na montra um reflexo
em cinzento moribundo
não me escreve no chão
não me sopra
não me vejo
arrefece
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
desenho...
pinta-me num quadro. não, não me pintes um quadro, pinta-me num. pega nos lápis e no traço decidido suaviza-me em pretos e cinzas, em carvão e papel. 6b? é bom, é macio e intenso. com os dedos persegue as linhas do meu corpo e ondula-as no divagar dos olhos. não me percas de vista. não tenhas medo da tela em branco. é a cama onde me deitarás. aquele sinal, que é secreto, expõe-no para mim. eterniza-me o pensamento melancólico que só a ti te mostro, revela-o com as tintas transparentes de uma tarde de chuva. como me vês? queres este lado ou o outro? esfuma as sombras com a ponta do dedo, pode ser que me esfumes as angústias. retrata-me o ofegar, agora suspenso dos dias sem lugar definido. vou estender esta perna. ou talvez não. recria-me no tracejado hesitante da pulsação, nos dedos espalhados pelo vento, apanhando-me desprevenidamente simples. não tens pincéis ou papel? não precisas. traça-me a saliva. pinta-me com o teu hálito quente. grava-me no ar da tua memória. prendo o cabelo? mistura os pigmentos e textura-me as palavras. faz explodir em mim as cores com que te exclamei a vida. lembra-me delas. descreve-me em recortes de luz, em opacidades e transparências, curvas e rectas, gestos compulsivos e serenados. pinta-me num quadro.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
O sono...
Era muito estranho, porque os olhos reviravam-lhe enquanto escrevia. Já tinha ouvido falar de tal, mas pensava numa lenda em mito, e não acreditava. Sentado no final de um café fumarento, esquecia-se do seu redor para entoar um abano de cabeça, desengonçado e musical. Fui à sua beira para puxar a cor de verde nos olhos e expulsar o branco em maioria. Antigamente os escritores faziam assim. Mais do que as essências e os pós, utilizavam o sono para escrever. Permitiam-se à sua ausência por um punhado de tempos, em que deslizavam num vái-vem de necessidades negadas. Em sono, perto do sonho, deixavam a parte esquecida da alma escrever e contar, chegar onde a lucidez não permitia.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
A espera...
Esperava ao pé de um fio deslaçado
embriagando ternura de uma só alma
cantando arte e ligeiros ditos
brigando um embalo de pôr ao pé…
Saí de novo já em pura exaustão, tentando por fim ceder, perder, sem corar, de tão frágil e crente. Comecei logo a correr, para ver se me afastava do que pensei. O limbo é sempre imaginado e sentido como corda fina, balançando-nos em queda eminente.
Jamais saberei o que procuro contar, fechando em calma o que em momentos gritei…
Cedo e deixo, de cada dedo permanece, uma pequenita palavra, segundos antes de imprimir, gravando o branco no seu esplendor.
Chamar-te-ei até que apareças, até amanhã…
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Longe...
Pensei que sabia…pensava que podia viver assim, com mais paz e aquela folhagem estranha atrás de mim. É difícil descolar. Sabemos que são pequenas arestas que se prendem na face mais rugosa, que para não ferir se recusam a escorregar. A intenção conta uma vez mais e enruga a testa.
Tomo crença e vejo os erros e os medos, arranho fácil quando estou tranquilo. Consigo mais clareza, embora não afaste o impulso. Se me apetecesse chorava agora. Por ela, por tudo, pela fraqueza, pelo frio, por uma dúvida que vai morrendo.
Num campo, cheio de verde de conforto e ondulação, passeava o toque nas últimas palavras, mas pensadas. Pedia desculpa em silêncio, afastando o fim de ano que virá só. Preciso pensar…afastado…
terça-feira, dezembro 20, 2005
tormentas
descansa onde as ondas se aninham em pequenos golpes que fazem espalhar o cabelo em carícias de mãos infinitas. no pequenos reflexos encontra-se de um lado e de outro de uma transparência serena. espraia o olhar pelo corpo nu envolto em texturas mansas, fundindo-se com algas e sal.
de súbito, um raio cai vindo de lá das órbitas conhecidas. explode a água e espalha por todo o lado os fragmentos do sossego. agora cortam a pele. agora são facas, as gotas que ainda há pouco lhe acariciavam o corpo, as suas gotas, perturbadas e tornadas lâminas frias.
o eco. rebenta no seu peito e rebate em todas as direcções, pressionando-a contra as frágeis fronteiras de si com o ar. enrola-se sem norte, sem sul, sem o sorriso de leste a oeste que se perdeu. procura uma estrela-guia que lhe diga que o raio se foi. mas o eco agita ainda as águas em bátegas de aço grotescas que se vomitam na sua pele enregelada. quer respirar em calmaria, evocando a suavidade das algas. agora prendem-lhe os movimentos e entorpecem-lhe os sentidos, provocam uma dormência dolorosa que a repugna. o eco. maldito, maldizente, venenoso. espalhava-se pelas veias, pulsando-as sem ordem, sem denominador comum.
cerra os punhos. não mais. não mais. chega. procura em si todo o medo e tristeza e condensa-os num só grito que prende atrás da garganta. nos soluços evoca o delírio que nas mãos trementes fecha. fecha em bolas de fogo ardente. quando não mais há a encontrar nos poros de força ou ímpeto, quando está já tudo nas mãos e na boca, despeja em lágrimas ardentes amargas o grito que voa acima dos rugidos e dos ecos.
todas as dores que nunca se permitiu doer nos olhos ali largou. no seu mar, que agora vibrava sem ritmo. as lágrimas caíram, desfazendo a acidez até serem apenas sal. do corpo corroído do choro, agora fraco e vazio, caiu na água. todo o negrume diluía-se agora na limpidez de pequenos mosaicos de cores vivas escurecidas. a estrela-guia mirou-a do alto, abençoando o alívio. deixando-a chorar as tristezas durante o tempo que precisou até conseguir adormecer no abraço quente do mar, agora manso, apesar das correntes que de vez em quando ainda a arrepiam. é só um calafrio. o mar está manso.
não voltará a acordar.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Ao sonhar...
Queremos chegar, em deslize de um fumo agarrado aos dedos. Deduzimos e vimos, lemos o outro no que virá. Chamamos a arte, empregando o medo, os nervos e apertamos. Olhamos para o lado onde ontem nada havia, entoando aqueles sons.
Por detrás emerge uma poesia tosca, que dobra a vontade e vai empurrando um aconchego frágil.
Paramos de concluir, de colocar no seu lugar. Amamos errar na certeza de sentir. De sublevar e revoltar, por escolher o enganar.
Agarramos com exagero doce…e podemos parar, sem o escolher…
segunda-feira, dezembro 05, 2005
De arrepio...
Ao senti-la entreabrir ainda pensei em encostar, em ficar de dúvidas, planeando a respiração.
Uma corrente mais forte forçou as velhas dobradiças, mostrando a sua cor…a preto…
Procurei nos detalhes, deitado para trás de mãos esfregando a incerteza…que não sentia. De olhar acordado, procurei um pontinho azul onde me segurar…e adormeci…
corrente de ar
naquela frincha por onde entra o ar, o frio suspira nos ossos. quer-se agarrar essa frincha e preenchê-la com o calor dos dedos. os dias gritam à volta e naquela frincha desprendem-se pequenos ecos.
nesses momentos o melhor é abrir a porta. totalmente. e o vento que nos gele de uma vez. porque o calor do corpo combatê-lo-á. e vencerá. e o silêncio suaviza então os ecos e os sopros. e nua me disperso à janela depois.
segunda-feira, novembro 21, 2005
A porta...
Das cidades não percebo muito. Mas de moradias sou um mestre! Na província são castelos, orgulhosas mesmo nos azulejos. A entrada é majestosa, embora burguesa. Mas nunca é utilizada. A verdadeira porta, a da frente, nem abre. Ao tentar, sentimos o ranger da madeira inchada pela apatia e o pó acumulado por baixo.
As moradias da província têm um segredo, simultaneamente o seu bem mais precioso. A porta da cozinha!
É por ela que se entra. Fica na parte de trás da casa, tem uma pequena e simples fechadura e é muitas vezes frágil. Tem uma grande área em vidro, para que luz possa entrar, não temendo outras invasões.
Por ali aprendemos, batemos de doce, nos entalamos e percebemos. Por ela entrei, de primeira namorada escondida.
Tenho saudades, da porta da cozinha...
quarta-feira, novembro 16, 2005
Assustado, a pingar e Dr. Phil
Que dia estranho! Desde manhã que as ideias me escorriam. A constipação é representação democrática, longe de pressões e imune a maus olhados. No final do dia, apertado por gravata incómoda, sentei-me ao volante. Vá! Coragem! É só mais uma reunião e depois vais para casa.
Procurei o lenço, já encharcado. De pouco me servia, a não ser que...
Deve ter sido uma estranha visão, a quem por mim passava, de braço esticado na auto-estrada, de estendal improvisado a esvoaçar. Resultou! Afinal era só água. De lenço sequinho lá continuei.
Forças para comprar uma sopinha, mantinha doce depois do banho e comando pousado no meu domínio. Comecei a saltar...
Foi um intervalo ou uma parte menos interessante, que permitiram uma breve mudança, que se estendeu a alguns minutos. Ao querer regressar, o desespero! O que é que eu estava mesmo a ver? Que assustador!
No canal feminino choravam crianças, de pais separados e reunidos, noutras famílias e de psicólogos e mais não sei o quê...Demorei por lá, confesso...